ARGUMENTO
Novo Argumento
29.06.2026
Número 185
Junho 2026, 40 págs.
Há companheiros de leitura que merecem espaço na mala. Um número novo do Argumento, já na sua edição 185, a falar-nos sobre cinema português, cineclubismo, livros e ilustração, merece com certeza um lugar especial. 📚
Com a assinatura de alguns dos nossos autores preferidos, Anabela Moutinho, Edgar Pêra, Rita Palma, Fausto Cruchinho, Carlos Losilla, David Santos e Mariana Sou, uma edição com cuidadas reflexões, ensaios e crónicas com olhos postos no cinema do passado e dos nossos dias. Assim acontece nas 40 páginas do n.º 185 — Junho 2026. 📔
Falha na impressão. Na anterior edição (#184), as páginas referentes a convidados das sessões do Cine Clube saíram com as fotografias imperceptíveis. Pedimos desculpa aos convidados, cujas fotografias são re-publicadas neste novo ARGUMENTO #185, repondo a sua imagem mais condizente.
Junho 2026, 40 págs.
Há companheiros de leitura que merecem espaço na mala. Um número novo do Argumento, já na sua edição 185, a falar-nos sobre cinema português, cineclubismo, livros e ilustração, merece com certeza um lugar especial. 📚
Com a assinatura de alguns dos nossos autores preferidos, Anabela Moutinho, Edgar Pêra, Rita Palma, Fausto Cruchinho, Carlos Losilla, David Santos e Mariana Sou, uma edição com cuidadas reflexões, ensaios e crónicas com olhos postos no cinema do passado e dos nossos dias. Assim acontece nas 40 páginas do n.º 185 — Junho 2026. 📔
Falha na impressão. Na anterior edição (#184), as páginas referentes a convidados das sessões do Cine Clube saíram com as fotografias imperceptíveis. Pedimos desculpa aos convidados, cujas fotografias são re-publicadas neste novo ARGUMENTO #185, repondo a sua imagem mais condizente.
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Os nossos caros leitores podem apoiar o projecto, divulgando ou propondo a assinatura a um amigo. 5 edições = 15 euros.
📚 Assinaturas disponíveis aqui
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ÍNDICE DE ARTIGOS
︎AVENTURAS PORTUGUESAS NO SÉCULO XVI Dois filmes históricos em diálogo: Camões de Leitão de Barros e Non de Manoel de Oliveira, por Fausto Cruchinho.
︎SUSANA DE SOUSA DIAS Um percurso no cinema que é também uma missão ético-política, Na Retina de Anabela Moutinho.
︎REALIZADORES DE UM FILME SÓ Uma distinta categoria pelo olhar de Rita Palma: realizadores de um filme só. Serão mais propensos ao esquecimento ou valorizados pela sua singularidade?
︎70 ANOS CINECLUBE DE FARO Uma perspectiva histórica no aniversário de um dos mais antigos cineclubes de Portugal.
︎SUSANA DE SOUSA DIAS Um percurso no cinema que é também uma missão ético-política, Na Retina de Anabela Moutinho.
︎REALIZADORES DE UM FILME SÓ Uma distinta categoria pelo olhar de Rita Palma: realizadores de um filme só. Serão mais propensos ao esquecimento ou valorizados pela sua singularidade?
︎70 ANOS CINECLUBE DE FARO Uma perspectiva histórica no aniversário de um dos mais antigos cineclubes de Portugal.
︎MANIFESTO NEUROPUNK Slogans de um fazer cinema que Edgar Pêra resgata de 1990 para o novo filme.
︎DEAMBULAÇÕES Nono capítulo do Diario de Cine do escritor e professor catalão Carlos Losilla.
︎OBSERVATÓRIO De volta ao cinema de animação japonês, Mariana Sou (responsável pela rubrica em 2026) apresenta-nos a sua versão de O Castelo Andante do mestre Miyazaki.
︎E ainda... Um Filósofo vai ao Cinema, Livros do Trimestre e reimpressão da Galeria 70 Anos do Cine Clube de Viseu.
︎DEAMBULAÇÕES Nono capítulo do Diario de Cine do escritor e professor catalão Carlos Losilla.
︎OBSERVATÓRIO De volta ao cinema de animação japonês, Mariana Sou (responsável pela rubrica em 2026) apresenta-nos a sua versão de O Castelo Andante do mestre Miyazaki.
︎E ainda... Um Filósofo vai ao Cinema, Livros do Trimestre e reimpressão da Galeria 70 Anos do Cine Clube de Viseu.
EDITORIAL
Saiu-nos bem português, este número. Com franqueza, não foi de propósito. Não apetece falar de Portugal. Ao leitor apetece? Claro que não! Mas não se preocupe, que temos aqui quem fale por nós.
Quer dizer, não se preocupe, que Portugal é como quem diz… Começa logo nestas palavrinhas, em todas as palavrinhas que aqui vê, incluindo – ou especialmente – as que vêm de fora; começa logo, aliás, no facto de esta revista que tem nas mãos ser tão magrinha, tão desafectada. (Não se engane, leitor; não é só o velho orgulho cineclubista, o nosso gosto sóbrio, a nossa aversão à vanglória e à fatuidade, é também, efectivamente, muita falta de dinheiro, a miséria.) Isto é, vendo bem, de Portugal não escapamos nem quando dedicamos números a Tarkovski, a Bergman, a Pasolini… Falamos de Portugal mesmo quando, máxime quando não falamos de Portugal. Está claro, pois, que a presença do cinema português em nada aumenta a portuguesidade. De modo que recomeçamos:
Saiu-nos bem, este número. E o esmero que pusemos nele dedicamos ao nosso confrade Cineclube de Faro, que, pelo seu septuagésimo aniversário, em vez de receber, nos enviou um Bilhete-Postal. Nós por cá somos assim, não é? O prazer está no dar. Mas, já agora – e longe de nós querer falar de Portugal – o que seria deste país sem os cineclubes? Moléstia à parte. “prontos para mais, e mais 70” – oxalá! Com o panorama das salas a desaparecer por todo o país, os filmes por ver, propósito não falta, e urge a firmeza.
E por falar em propósito e firmeza – e por falar em Cineclube de Faro – Anabela Moutinho, no mesmo espírito que celebra dando, do seu Cineclube, ofereceu-nos uma entrevista definitiva (que, pela vossa rica saúde, hão-de ir ao nosso site ler) a Susana de Sousa Dias, e, a partir dela, o fruto depuradíssimo da sua Retina, aqui nestas páginas, focada em quatro (ou três?) filmes da realizadora, como peças-chave do seu projecto de “resistência ao esquecimento”.
O esquecimento, essa bênção maldita: é como mandar tudo para o Inferno e desistir, a sua versão passiva. Por que é que continuamos a fazer as coisas que fazemos? Os trabalhos sisíficos, os labores infinitos cujos prazeres são amiúde eivados de desgosto? Por um horizonte, sequer? Na entrevista acima referida fala-se de utopia como “real possibilidade”, da “potência de um povo lutar contra o seu provável destino” – talvez seja essa a razão pela qual não paramos. Arte, já temos que chegasse para mais um milénio. Mas ainda não chegámos a Youkali. Isso, que nos alimenta, “c’est un rêve, une folie”.
Eterna saudade de seus filhos e netos.
Saiu-nos bem português, este número. Com franqueza, não foi de propósito. Não apetece falar de Portugal. Ao leitor apetece? Claro que não! Mas não se preocupe, que temos aqui quem fale por nós.
Quer dizer, não se preocupe, que Portugal é como quem diz… Começa logo nestas palavrinhas, em todas as palavrinhas que aqui vê, incluindo – ou especialmente – as que vêm de fora; começa logo, aliás, no facto de esta revista que tem nas mãos ser tão magrinha, tão desafectada. (Não se engane, leitor; não é só o velho orgulho cineclubista, o nosso gosto sóbrio, a nossa aversão à vanglória e à fatuidade, é também, efectivamente, muita falta de dinheiro, a miséria.) Isto é, vendo bem, de Portugal não escapamos nem quando dedicamos números a Tarkovski, a Bergman, a Pasolini… Falamos de Portugal mesmo quando, máxime quando não falamos de Portugal. Está claro, pois, que a presença do cinema português em nada aumenta a portuguesidade. De modo que recomeçamos:
Saiu-nos bem, este número. E o esmero que pusemos nele dedicamos ao nosso confrade Cineclube de Faro, que, pelo seu septuagésimo aniversário, em vez de receber, nos enviou um Bilhete-Postal. Nós por cá somos assim, não é? O prazer está no dar. Mas, já agora – e longe de nós querer falar de Portugal – o que seria deste país sem os cineclubes? Moléstia à parte. “prontos para mais, e mais 70” – oxalá! Com o panorama das salas a desaparecer por todo o país, os filmes por ver, propósito não falta, e urge a firmeza.
E por falar em propósito e firmeza – e por falar em Cineclube de Faro – Anabela Moutinho, no mesmo espírito que celebra dando, do seu Cineclube, ofereceu-nos uma entrevista definitiva (que, pela vossa rica saúde, hão-de ir ao nosso site ler) a Susana de Sousa Dias, e, a partir dela, o fruto depuradíssimo da sua Retina, aqui nestas páginas, focada em quatro (ou três?) filmes da realizadora, como peças-chave do seu projecto de “resistência ao esquecimento”.
O esquecimento, essa bênção maldita: é como mandar tudo para o Inferno e desistir, a sua versão passiva. Por que é que continuamos a fazer as coisas que fazemos? Os trabalhos sisíficos, os labores infinitos cujos prazeres são amiúde eivados de desgosto? Por um horizonte, sequer? Na entrevista acima referida fala-se de utopia como “real possibilidade”, da “potência de um povo lutar contra o seu provável destino” – talvez seja essa a razão pela qual não paramos. Arte, já temos que chegasse para mais um milénio. Mas ainda não chegámos a Youkali. Isso, que nos alimenta, “c’est un rêve, une folie”.
Eterna saudade de seus filhos e netos.


João César Monteiro
TEMOS OS ENSAIOS CERTOS
Fausto Cruchinho volta a enquadrar o Cinema Português, desta vez com foco nas narrativas dos “Descobrimentos”: Camões (1946) de Leitão de Barros e Non ou a Vã Glória de Mandar (2001) de Manoel de Oliveira.
Fausto Cruchinho volta a enquadrar o Cinema Português, desta vez com foco nas narrativas dos “Descobrimentos”: Camões (1946) de Leitão de Barros e Non ou a Vã Glória de Mandar (2001) de Manoel de Oliveira.


E o que dizer dos Realizadores de um Filme Só? O que os motivou a entrar e abandonar o cinema? No novo ensaio de Rita Palma, são escrutinados os filmes de José Cottinelli Telmo (A Canção de Lisboa, 1933), Ernesto de Sousa (Dom Roberto, 1962), Ana Luísa Guimarães (Nuvem, 1991), Paulo Rebelo (Efeitos Secundários, 2011) e Manuela Serra (O Movimento das Coisas, 1985).
OBSERVATÓRIO
Quando nos cruzámos com o trabalho de Mariana Sou, ilustradora e designer residente em Leiria, vimos a oportunidade perfeita para cumprir a missão destas páginas do ARGUMENTO. O Castelo Andante é a sua nova ilustração para estas páginas, e retrata o fascínio que exerce todo o universo de Hayao Miyazaki, visionário realizador japonês. Fiquem atentos: em 2026, o espaço Observatório continuará a ter a assinatura de Mariana Sou.
Quando nos cruzámos com o trabalho de Mariana Sou, ilustradora e designer residente em Leiria, vimos a oportunidade perfeita para cumprir a missão destas páginas do ARGUMENTO. O Castelo Andante é a sua nova ilustração para estas páginas, e retrata o fascínio que exerce todo o universo de Hayao Miyazaki, visionário realizador japonês. Fiquem atentos: em 2026, o espaço Observatório continuará a ter a assinatura de Mariana Sou.

ENTREVISTA A Susana de sousa dias
Anabela Moutinho continua a odisseia de entrevistas com nomes vitais do cinema moderno. Susana de Sousa Dias partilha aqui a sua “missão ético-política”:
“A primeira vez que entrei no arquivo, há 20 anos, senti mesmo que tinha uma missão, a de mostrar as histórias de resistência que estavam enterradas naqueles arquivos, de fazer aparecer aquelas pessoas”. → Entrevista completa aqui.
Anabela Moutinho continua a odisseia de entrevistas com nomes vitais do cinema moderno. Susana de Sousa Dias partilha aqui a sua “missão ético-política”:
“A primeira vez que entrei no arquivo, há 20 anos, senti mesmo que tinha uma missão, a de mostrar as histórias de resistência que estavam enterradas naqueles arquivos, de fazer aparecer aquelas pessoas”. → Entrevista completa aqui.

Susana de Sousa Dias no IndieLisboa 2026. Fotografia de Anabela Moutinho
ARQUIVO




















