PROGRAMAS DO CCV
A CIDADE E AS SERRAS # 2007
Sonhei que em Tormes se construíra uma Torre Eiffel e que em volta dela as Senhoras da Serra, as mais respeitáveis, a própria tia Albergaria, dançavam nuas, agitando no ar saca-rolhas imensos.
Eça de Queirós, A cidade e as serras
09 JANEIRO # 27 FEVEREIRO
Em paris
de Christophe Honoré
Dans Paris, França, 2006, 93 min.
O Céu gira
de Mercedes Álvarez
El cielo gira, Espanha, 2004, 115 min.
Ninguém sabe
de Hirokazu Koreeda
Dare mo shiranai, Japão, 2004, 141 min.
Rebeldes de bairro
de Larry Clark
Wassup Rockers, EUA, 2005, 111 min.
Voltar
de Pedro Almodóvar
Volver, Espanha, 2006, 121 min.
Através das Oliveiras
de Abbas Kiarostami
Zire darakhatan zeyton, Irão e França, 1994, 103 min.
Os amantes regulares
de Philippe Garrel
Les amants réguliers, França, 2005, 178 min.
A VIDA POR DIANTE # 2010
Os filmes propostos partem de temas associados à infância e juventude, conseguindo ao mesmo tempo captar a atenção para uma fase sensível das vidas de todos nós, e equacionar contextos histórico-sociais e, por vezes, ideias e mitos que ainda subsistem.
Apresentando vários registos (ora poéticos e oníricos, ora próximos de contextos reais e novos paradigmas contemporâneos), o programa deste ciclo remete para um campo virtual de sonhos, ambições, medos, rupturas, conquistas, onde se inscreve um quase sub-género do cinema, definido pelas reflexões e abordagens de cineastas como Charlie Chaplin, Jean Vigo, François Truffaut ou André Téchiné.
23 FEVEREIRO # 30 MARÇO
Uns belos rapazes, de Riad Sattouf
Les beaux gosses, França, 2009, 90’
Afterscholl – depois das aulas, de António Campos
EUA, 2008, 105’
Um profeta , de Jacques Audiard
Un prophète, França, 2009, 150’
Los olvidados, de Luis Buñuel
México, 1950, 80’
Sessão comentada por Etã Sobal Costa, responsável pelo Internato de Santa Teresinha.
O sítio das coisas selvagens, de Spike Jonze
Where the wild things are, EUA, 2009, 101’
O laço branco, de Michael Haneke
Das weisse band, Áustria, Alemanha, 2009, 144’
CECI N’EST PAS UNE PIPE # 2008
CECI N’EST PAS UNE PIPE é uma janela de possibilidades surrealistas sobre vários géneros e estilos cinematográficos – terror, documentário, até obras de cineastas marcantes como David Cronenberg, David Lynch, ou Luis Buñuel. No seu lugar único e incontornável, o movimento Surrealista significou para toda a arte do século XX uma profunda revolução temática, estética, e conceptual, que influenciou fortemente a literatura e a pintura, e que é grandemente responsável pelo cuidado pictórico do plano, por visões insólitas e satíricas, fuga ao mainstream e ao politicamente correcto – qualidades fundadoras do cinema como arte. Nesta fase da história, valerá a pena recuperar clássicos incontornáveis de Buñuel e Lynch, de “El ángel exterminador” a “Eraserhead”. E constatar algumas ramificações surrealistas do cinema, visíveis ora na representação da realidade em “O sabor da melancia”, “Sicko”, ora na ideia de absurdo em “A criatura”, “Promessas perigosas”, e “The Darjeeling limited”.
11 MARÇO # 22 ABRIL 2008
A criatura
Gue-mul, de Bong Joon-Ho, Coreia do Sul, 2006, 114’
Promessas Perigosas
Eastern promises, de David Cronenberg, Reino Unido, EUA, Canadá, 2007, 98’
Sicko
De Michael Moore, EUA, 2007, 123’
O Sabor da Melancia
Tian bian yi duo yun, de Tsai Ming Liang, França, Taiwan, 2005, 112’
Eraserhead – No céu tudo é perfeito
De David Lynch, EUA, 1977, 90’
O Anjo Exterminador
El angel exterminador, de Luís Buñuel, México, 1962
The Darjeeling limited
de Wes Anderson, EUA, 2007, 91’
CRÓNICAS FEMININAS # 2005
Abrimos portas a um ciclo de cinema exclusivamente dedicado a realizadoras, Crónicas femininas. Transversal a várias gerações de cineastas, o ciclo parte de Marguerite Duras e Barbara Loden, nas suas obras dos anos 70 recentemente estreadas em Portugal em novas cópias, para outras realizadoras com crónicas contemporâneas, e olhares ricos sobre o cinema que em muito interessam para além da mera contingência do feminino.
Crónicas femininas apresenta obras de Jaoui, Cardoso, Martel, Coixet, e as já referidas Duras e Loden, revelando realidades bem diferentes – Argentina, Moçambique, França – em composições cinematográficas muito pessoais, diversificadas, e em certo sentido universais, para lá da sua época, história ou escola artística.
22 FEVEREIRO # 29 MARÇO
India Song, de Marguerite Duras
França, 1975, 120’
Olhem para mim, de Agnès Jaoui
Comme une image, França, Italia, 2004, 110’
Wanda, de Barbara Loden
USA, 1971, 102’
A Costa dos murmúrios, de Margarida Cardoso
Portugal, 2004, 120’
A minha vida sem mim, de Isabel Coixet
My life without me, Espanha, Canadá, 2003, 107’
A rapariga santa, de Lucrecia Martel
La Niña Santa, Argentina, França, Itália,Holanda, 2004, 106’
CURTAS NO CINE CLUBE # 2010
TRÊS SESSÕES DEDICADAS AO UNIVERSO DA
CURTA-METRAGEM, PELA MÃO DE DIVERSOS CINEASTAS.
20 ABRIL # 04 MAIO
SESSÃO #1 SOBRE A ÁGUA
Edgar Pêra 15 ‘
Crime Abismo Azul Remorso Físico
Rodrigo Areias 16 ‘
Corrente
André Gil da Mata 23 ‘
Arca D’Água
F. J. Ossang 23 ‘
Ciel Éteint!
SESSÃO #2 POR: AGNÈS VARDA
1957 21’
Ô saisons, ô châteaux
1976 6’
Plaisir d’amour en Iran
1958 26’
Du côté de la côte
1984 12’
Les dites Cariatides
1986 3’
T’as de beaux escacaliers, tu sais
1961 5’
Les fiancécés du Pont MacMacMac Donald
SESSÃO #3 DA EUROPA...
Jean Luc-Godard, França, 1957 21’
CHARLOTTE ET VERONIQUE, OU TOUS LES GARÇONS S’APPELLENT PATRICK
Nanni Moretti, Itália, 1996 7’
IL GIORNO DELLA PRIMA DI CLOSE-UP
Juan Solanas, França, 2003 18’
L’HOMME SANS TÊTE
Krzysztof Kieslowski, Polónia, 1968 16’
KONCERT ZYCZEN
Javier Fesser, Espanha, 1995 18’
EL SECDLETO DE LA TLOMPETA
Anders Thomas Jensen, Dinamarca, 1998 11’
ELECTION NIGHT
EUROPA # 2008
08 JANEIRO # 04 MARÇO
As canções de amor
Les chansons d’amour, de Christophe Honoré
França, 2007, 100’
A porta da fortuna
Nuovomundo, de Emanuele Crialese
Itália, 2006, 115’
Profissão: Repórter
Professione: reporter, de Michelangelo Antonioni
Itália, 1975, 120’
Sexualidades
En soap, de Pernille Fischer Christensen
Dinamarca, 2006, 104’
Control
de Anton Corbijn
Inglaterra, 2007, 121’
Uma lição de amor
En lektion i Karlek, de Ingmar Bergman
Suécia, 1954, 90’
A morte do Sr. Lazarescu
Moartea domnului Lazarescu, de Cristi Puiu
Roménia, 2005, 153’
Luzes no crepúsculo
Laitakaupungin Valot, de Aki Kaurismaki
Finlândia, 2007, 78’
HOMENS SOMBRA # 2004
CICLO DE ESPIONAGEM E POLÍTICA
03 # 21 DEZEMBRO
Agente triplo, de Eric Rohmer
Triple Agent, França, Grécia, Itália, Espanha, 2004, 115’
A vida é um milagre, de Emir Kusturica
Life is a miracle, França, Sérvia, Montenegro, 2004, 155’
Um herói muito discreto, de Jacques Audiard
Un héros très discret, França, 1996, 107’
Bom dia, noite, de Marco Bellocchio
Buongiorno notte, Itália, 2003, 106’
O Terceiro Homem, de Carol Reed
The Third Man, Inglaterra, 1949, 104’
POLÍTICAS & POÉTICAS DO SOCIAL # 2009
Este ano abre-se com sinais de uma mobilização sem precedentes — e não só o ano cinematográfico. Seria difícil encontrar num passado, mesmo relativamente distante, uma tal vaga de inquietudes e revoltas face a um conjunto de fenómenos heterogéneos, mas em que as decisões de política pública desempenham um papel central, por agora terrivelmente destruidor. Trata-se aqui do ensino, do audiovisual público, da liberdade de imprensa, do conjunto de dispositivos de solidariedade colectiva e de apoio à cultura.
Jean-Michel Frodon
Editorial (Action!) da edição de Janeiro da revista Cahiers du Cinema
Para muitos artistas e cineastas, a imagem e o audiovisual proporcionam um importante veículo de registo e reflexão sobre a sociedade, a sua organização, estruturas colectivas e princípios de funcionamento. Numa era de grande instabilidade e que provavelmente levará, ou deveria levar, a mudanças profundas, este ciclo do CCV reúne, na forma de documentário e ficção, diferentes perspectivas a propósito de algumas dicotomias sociais: mudança e resistência, ruptura e evolução, direitos individuais e normas colectivas. Com múltiplas abordagens, este ciclo percorre uma matriz que é na realidade um dos debates mais vivos, interessantes e explorados do cinema contemporâneo, o vínculo social.
03 MARÇO # 14 ABRIL
O silêncio de Lorna, de Jean Luc e Pierre Dardenne
Le silence de Lorna, França, Bélgica, 2008, 105’
A onda, de Dennis Gansel
Die Welle, Alemanha, 2008, 101’
O Adeus à Brisa, de Possidónio Cachapa
Portugal, 2007, 55’
Sessão com a presença do realizador.
Natureza Morta, de Jia Zhang Ke
Still Life, China, 2006, 111’
Valsa com Bashir, de Ari Folman
Vals im Bashir, França, Israel, 2008, 90’
Mamma Roma, de Pier Paolo Pasolini
Itália, 1962, 106’
Fome, de Steve Mcqueen
Hunger, Reino Unido, 2008, 95’
VISTA PARA O MAR # 2003
As mais belas paisagens à beira mar, azul sem fim, as histórias e lendas, os sonhos nossos, a aproximação entre o mar e o homem não tem explicação. Talvez por isso não hajam muitos motivos mais caros ao cinema que o próprio mar, tendo-o por perto, a respirar marés por entre ilhas, piratas, demónios, amores. A programação do CCV não resiste a rever o mar no tempo, procurando-o em diferentes correntes.
TEMA ANCESTRAL. Da época clássica à modernidade no cinema, inúmeros realizadores, em Portugal e todo o mundo, relacionaram o mar com os seus temas, e para alguns actores o momento em que jamais os esqueceremos foi chegado ao largo, à flor ou à beira do mar. Como não lembrar o desaparecimento de Murnau uma semana antes da estreia mundial de “TABU”? E Teresa Villaverde revelada em “À FLOR DO MAR” de João César Monteiro? E Edward G. Robinson no navio pirata ghost em “O LOBO DO MAR” de outra lenda, Michael Curtiz? De Mrs Muir e o seu fantasma na metáfora perfeita sobre o mar, “THE GHOST AND MRS. MUIR”, de Mankiewickz? E a improvável viagem de Adam Sandler “EMBRIAGADO DE AMOR”?
Só era perfeito sem fim como o mar. Dadas as incomensuráveis diferenças na sua transposição para tema de ciclo, vamos dar-nos por satisfeitos por ter um mar de dez filmes, cinco da época clássica como deve ser segundo o espírito da programação cineclubista, apresentados à vez como tem de ser, maré clássica, maré contemporânea. Vai-vem constante, no mar e no cinema vamos encontrar alguns dos mais belos filmes de sempre.
16 SETEMBRO # 31 OUTUBRO
Tabu, de F.W. Murnau
Tabu: a story of the south seas, EUA 1931
Às Segundas ao sol, de Fernando Aranoa
Los lunes al sol, Espanha 2002
O Desprezo, de Jean-Luc Godard
Le mépris, França 1963
I walked with a zombie, de Jacques Tourneur
EUA 1943
À flor do mar, de João César Monteiro
Portugal 1986
O lobo do mar, de Michael Curtiz
The sea wolf, EUA 1941
I know where I'm going, de Michael Powel e Emeric Pressburger
Reino Unido 1945
Embriagado de amor, de Paul Thomas Anderson
Punch drunk love, EUA 2002
O barba ruiva, de Fritz Lang
Moonfleet, EUA 1955
The ghost and Mrs. Muir, de Joseph L. Mankiewicz
EUA 1947
Sonhei que em Tormes se construíra uma Torre Eiffel e que em volta dela as Senhoras da Serra, as mais respeitáveis, a própria tia Albergaria, dançavam nuas, agitando no ar saca-rolhas imensos.
Eça de Queirós, A cidade e as serras
09 JANEIRO # 27 FEVEREIRO
Em paris
de Christophe Honoré
Dans Paris, França, 2006, 93 min.
O Céu gira
de Mercedes Álvarez
El cielo gira, Espanha, 2004, 115 min.
Ninguém sabe
de Hirokazu Koreeda
Dare mo shiranai, Japão, 2004, 141 min.
Rebeldes de bairro
de Larry Clark
Wassup Rockers, EUA, 2005, 111 min.
Voltar
de Pedro Almodóvar
Volver, Espanha, 2006, 121 min.
Através das Oliveiras
de Abbas Kiarostami
Zire darakhatan zeyton, Irão e França, 1994, 103 min.
Os amantes regulares
de Philippe Garrel
Les amants réguliers, França, 2005, 178 min.
A VIDA POR DIANTE # 2010
Os filmes propostos partem de temas associados à infância e juventude, conseguindo ao mesmo tempo captar a atenção para uma fase sensível das vidas de todos nós, e equacionar contextos histórico-sociais e, por vezes, ideias e mitos que ainda subsistem.
Apresentando vários registos (ora poéticos e oníricos, ora próximos de contextos reais e novos paradigmas contemporâneos), o programa deste ciclo remete para um campo virtual de sonhos, ambições, medos, rupturas, conquistas, onde se inscreve um quase sub-género do cinema, definido pelas reflexões e abordagens de cineastas como Charlie Chaplin, Jean Vigo, François Truffaut ou André Téchiné.
23 FEVEREIRO # 30 MARÇO
Uns belos rapazes, de Riad Sattouf
Les beaux gosses, França, 2009, 90’
Afterscholl – depois das aulas, de António Campos
EUA, 2008, 105’
Um profeta , de Jacques Audiard
Un prophète, França, 2009, 150’
Los olvidados, de Luis Buñuel
México, 1950, 80’
Sessão comentada por Etã Sobal Costa, responsável pelo Internato de Santa Teresinha.
O sítio das coisas selvagens, de Spike Jonze
Where the wild things are, EUA, 2009, 101’
O laço branco, de Michael Haneke
Das weisse band, Áustria, Alemanha, 2009, 144’
CECI N’EST PAS UNE PIPE # 2008
CECI N’EST PAS UNE PIPE é uma janela de possibilidades surrealistas sobre vários géneros e estilos cinematográficos – terror, documentário, até obras de cineastas marcantes como David Cronenberg, David Lynch, ou Luis Buñuel. No seu lugar único e incontornável, o movimento Surrealista significou para toda a arte do século XX uma profunda revolução temática, estética, e conceptual, que influenciou fortemente a literatura e a pintura, e que é grandemente responsável pelo cuidado pictórico do plano, por visões insólitas e satíricas, fuga ao mainstream e ao politicamente correcto – qualidades fundadoras do cinema como arte. Nesta fase da história, valerá a pena recuperar clássicos incontornáveis de Buñuel e Lynch, de “El ángel exterminador” a “Eraserhead”. E constatar algumas ramificações surrealistas do cinema, visíveis ora na representação da realidade em “O sabor da melancia”, “Sicko”, ora na ideia de absurdo em “A criatura”, “Promessas perigosas”, e “The Darjeeling limited”.
11 MARÇO # 22 ABRIL 2008
A criatura
Gue-mul, de Bong Joon-Ho, Coreia do Sul, 2006, 114’
Promessas Perigosas
Eastern promises, de David Cronenberg, Reino Unido, EUA, Canadá, 2007, 98’
Sicko
De Michael Moore, EUA, 2007, 123’
O Sabor da Melancia
Tian bian yi duo yun, de Tsai Ming Liang, França, Taiwan, 2005, 112’
Eraserhead – No céu tudo é perfeito
De David Lynch, EUA, 1977, 90’
O Anjo Exterminador
El angel exterminador, de Luís Buñuel, México, 1962
The Darjeeling limited
de Wes Anderson, EUA, 2007, 91’
CRÓNICAS FEMININAS # 2005
Abrimos portas a um ciclo de cinema exclusivamente dedicado a realizadoras, Crónicas femininas. Transversal a várias gerações de cineastas, o ciclo parte de Marguerite Duras e Barbara Loden, nas suas obras dos anos 70 recentemente estreadas em Portugal em novas cópias, para outras realizadoras com crónicas contemporâneas, e olhares ricos sobre o cinema que em muito interessam para além da mera contingência do feminino.
Crónicas femininas apresenta obras de Jaoui, Cardoso, Martel, Coixet, e as já referidas Duras e Loden, revelando realidades bem diferentes – Argentina, Moçambique, França – em composições cinematográficas muito pessoais, diversificadas, e em certo sentido universais, para lá da sua época, história ou escola artística.
22 FEVEREIRO # 29 MARÇO
India Song, de Marguerite Duras
França, 1975, 120’
Olhem para mim, de Agnès Jaoui
Comme une image, França, Italia, 2004, 110’
Wanda, de Barbara Loden
USA, 1971, 102’
A Costa dos murmúrios, de Margarida Cardoso
Portugal, 2004, 120’
A minha vida sem mim, de Isabel Coixet
My life without me, Espanha, Canadá, 2003, 107’
A rapariga santa, de Lucrecia Martel
La Niña Santa, Argentina, França, Itália,Holanda, 2004, 106’
CURTAS NO CINE CLUBE # 2010
TRÊS SESSÕES DEDICADAS AO UNIVERSO DA
CURTA-METRAGEM, PELA MÃO DE DIVERSOS CINEASTAS.
20 ABRIL # 04 MAIO
SESSÃO #1 SOBRE A ÁGUA
Edgar Pêra 15 ‘
Crime Abismo Azul Remorso Físico
Rodrigo Areias 16 ‘
Corrente
André Gil da Mata 23 ‘
Arca D’Água
F. J. Ossang 23 ‘
Ciel Éteint!
SESSÃO #2 POR: AGNÈS VARDA
1957 21’
Ô saisons, ô châteaux
1976 6’
Plaisir d’amour en Iran
1958 26’
Du côté de la côte
1984 12’
Les dites Cariatides
1986 3’
T’as de beaux escacaliers, tu sais
1961 5’
Les fiancécés du Pont MacMacMac Donald
SESSÃO #3 DA EUROPA...
Jean Luc-Godard, França, 1957 21’
CHARLOTTE ET VERONIQUE, OU TOUS LES GARÇONS S’APPELLENT PATRICK
Nanni Moretti, Itália, 1996 7’
IL GIORNO DELLA PRIMA DI CLOSE-UP
Juan Solanas, França, 2003 18’
L’HOMME SANS TÊTE
Krzysztof Kieslowski, Polónia, 1968 16’
KONCERT ZYCZEN
Javier Fesser, Espanha, 1995 18’
EL SECDLETO DE LA TLOMPETA
Anders Thomas Jensen, Dinamarca, 1998 11’
ELECTION NIGHT
EUROPA # 2008
08 JANEIRO # 04 MARÇO
As canções de amor
Les chansons d’amour, de Christophe Honoré
França, 2007, 100’
A porta da fortuna
Nuovomundo, de Emanuele Crialese
Itália, 2006, 115’
Profissão: Repórter
Professione: reporter, de Michelangelo Antonioni
Itália, 1975, 120’
Sexualidades
En soap, de Pernille Fischer Christensen
Dinamarca, 2006, 104’
Control
de Anton Corbijn
Inglaterra, 2007, 121’
Uma lição de amor
En lektion i Karlek, de Ingmar Bergman
Suécia, 1954, 90’
A morte do Sr. Lazarescu
Moartea domnului Lazarescu, de Cristi Puiu
Roménia, 2005, 153’
Luzes no crepúsculo
Laitakaupungin Valot, de Aki Kaurismaki
Finlândia, 2007, 78’
HOMENS SOMBRA # 2004
CICLO DE ESPIONAGEM E POLÍTICA
03 # 21 DEZEMBRO
Agente triplo, de Eric Rohmer
Triple Agent, França, Grécia, Itália, Espanha, 2004, 115’
A vida é um milagre, de Emir Kusturica
Life is a miracle, França, Sérvia, Montenegro, 2004, 155’
Um herói muito discreto, de Jacques Audiard
Un héros très discret, França, 1996, 107’
Bom dia, noite, de Marco Bellocchio
Buongiorno notte, Itália, 2003, 106’
O Terceiro Homem, de Carol Reed
The Third Man, Inglaterra, 1949, 104’
POLÍTICAS & POÉTICAS DO SOCIAL # 2009
Este ano abre-se com sinais de uma mobilização sem precedentes — e não só o ano cinematográfico. Seria difícil encontrar num passado, mesmo relativamente distante, uma tal vaga de inquietudes e revoltas face a um conjunto de fenómenos heterogéneos, mas em que as decisões de política pública desempenham um papel central, por agora terrivelmente destruidor. Trata-se aqui do ensino, do audiovisual público, da liberdade de imprensa, do conjunto de dispositivos de solidariedade colectiva e de apoio à cultura.
Jean-Michel Frodon
Editorial (Action!) da edição de Janeiro da revista Cahiers du Cinema
Para muitos artistas e cineastas, a imagem e o audiovisual proporcionam um importante veículo de registo e reflexão sobre a sociedade, a sua organização, estruturas colectivas e princípios de funcionamento. Numa era de grande instabilidade e que provavelmente levará, ou deveria levar, a mudanças profundas, este ciclo do CCV reúne, na forma de documentário e ficção, diferentes perspectivas a propósito de algumas dicotomias sociais: mudança e resistência, ruptura e evolução, direitos individuais e normas colectivas. Com múltiplas abordagens, este ciclo percorre uma matriz que é na realidade um dos debates mais vivos, interessantes e explorados do cinema contemporâneo, o vínculo social.
03 MARÇO # 14 ABRIL
O silêncio de Lorna, de Jean Luc e Pierre Dardenne
Le silence de Lorna, França, Bélgica, 2008, 105’
A onda, de Dennis Gansel
Die Welle, Alemanha, 2008, 101’
O Adeus à Brisa, de Possidónio Cachapa
Portugal, 2007, 55’
Sessão com a presença do realizador.
Natureza Morta, de Jia Zhang Ke
Still Life, China, 2006, 111’
Valsa com Bashir, de Ari Folman
Vals im Bashir, França, Israel, 2008, 90’
Mamma Roma, de Pier Paolo Pasolini
Itália, 1962, 106’
Fome, de Steve Mcqueen
Hunger, Reino Unido, 2008, 95’
VISTA PARA O MAR # 2003
As mais belas paisagens à beira mar, azul sem fim, as histórias e lendas, os sonhos nossos, a aproximação entre o mar e o homem não tem explicação. Talvez por isso não hajam muitos motivos mais caros ao cinema que o próprio mar, tendo-o por perto, a respirar marés por entre ilhas, piratas, demónios, amores. A programação do CCV não resiste a rever o mar no tempo, procurando-o em diferentes correntes.
TEMA ANCESTRAL. Da época clássica à modernidade no cinema, inúmeros realizadores, em Portugal e todo o mundo, relacionaram o mar com os seus temas, e para alguns actores o momento em que jamais os esqueceremos foi chegado ao largo, à flor ou à beira do mar. Como não lembrar o desaparecimento de Murnau uma semana antes da estreia mundial de “TABU”? E Teresa Villaverde revelada em “À FLOR DO MAR” de João César Monteiro? E Edward G. Robinson no navio pirata ghost em “O LOBO DO MAR” de outra lenda, Michael Curtiz? De Mrs Muir e o seu fantasma na metáfora perfeita sobre o mar, “THE GHOST AND MRS. MUIR”, de Mankiewickz? E a improvável viagem de Adam Sandler “EMBRIAGADO DE AMOR”?
Só era perfeito sem fim como o mar. Dadas as incomensuráveis diferenças na sua transposição para tema de ciclo, vamos dar-nos por satisfeitos por ter um mar de dez filmes, cinco da época clássica como deve ser segundo o espírito da programação cineclubista, apresentados à vez como tem de ser, maré clássica, maré contemporânea. Vai-vem constante, no mar e no cinema vamos encontrar alguns dos mais belos filmes de sempre.
16 SETEMBRO # 31 OUTUBRO
Tabu, de F.W. Murnau
Tabu: a story of the south seas, EUA 1931
Às Segundas ao sol, de Fernando Aranoa
Los lunes al sol, Espanha 2002
O Desprezo, de Jean-Luc Godard
Le mépris, França 1963
I walked with a zombie, de Jacques Tourneur
EUA 1943
À flor do mar, de João César Monteiro
Portugal 1986
O lobo do mar, de Michael Curtiz
The sea wolf, EUA 1941
I know where I'm going, de Michael Powel e Emeric Pressburger
Reino Unido 1945
Embriagado de amor, de Paul Thomas Anderson
Punch drunk love, EUA 2002
O barba ruiva, de Fritz Lang
Moonfleet, EUA 1955
The ghost and Mrs. Muir, de Joseph L. Mankiewicz
EUA 1947

